A Noruega assinou uma das maiores sensações da Copa do Mundo de 2026 ao eliminar o Brasil (2-1), domingo, nos oitavos de final, no New York New Jersey Stadium. Impulsionados por um doblete do seu capitão Erling Haaland, os escandinavos prosseguem com uma trajetória notável e asseguram uma qualificação histórica para as quartas de final.
Durante muito tempo, o encontro permaneceu indeciso, com o desfecho dependendo de detalhes no último quarto de hora. Após uma primeira etapa fechada, marcada por um pênalti desperdiçado pelo Brasil e por um gol norueguês controversamente anulado por impedimento, as duas equipes travaram uma batalha tática em que o menor erro poderia custar caro.
Foi, afinal, Erling Haaland quem teve o seu momento de maior acerto. O atacante norueguês abriu o marcador de cabeça aos 79 minutos e, dez minutos depois, ampliou a vantagem, explorando uma defesa brasileira desorganizada. Com esses dois novos gols, o artilheiro da equipa consolidou o seu estatuto de melhor goleador do torneio.
O Brasil aproximou-se no tempo de compensação através de um pênalti convertido por Neymar, mas esse impulso chegou tarde demais para impedir a eliminação da Seleção. Apesar das investidas de Vinícius Júnior, os comandados de Carlo Ancelotti nunca conseguiram impor o ritmo desejado diante de uma Noruega disciplinada e extremamente eficaz.
Essa vitória reforça a relação peculiar entre as duas Nações. A Noruega permanece invicta frente ao Brasil em competições internacionais e acrescenta um novo capítulo a uma história já marcada pelo seu célebre triunfo na Copa do Mundo de 1998.
Graças a esse feito, os homens de Ståle Solbakken avançam às quartas de final da Copa do Mundo, onde enfrentarão o vencedor do duelo entre México e Inglaterra. Por seu lado, o Brasil deixa prematuramente a competição, repetindo uma sequência de desilusões diante de seleções europeias em partidas de mata-mata.
