No Festival de Avignon, de 14 a 19 de julho de 2026, a Rfi coloca em destaque autoras e autores da África e do Haiti no âmbito da 14ª edição do ciclo de leituras « Ça va, ça va le monde ! ». É um projeto que, a cada ano, possibilita a descoberta, na França e no mundo, de novas escritas e vozes da cena teatral contemporânea.
Esta edição presta homenagem aos teatros da África e do Haiti, cujas encenações revelam escritas atravessadas pelas realidades contemporâneas e pelas fissuras de sua história: guerra, herança colonial, corrupção, relações de poder ou tradições patriarcais.
Na coorte deste ano figura o cineasta senegalês e docente da Universidade Gaston Berger de Saint-Louis, Mamadou Sellou Diallo. Ele subirá ao palco, no dia 17 de julho, com o seu projeto « Dof! Perder o espírito ».
A história dele apresenta dois jovens encarcerados em um centro de repouso para que « recuperem o juízo ». Contudo, o que « Ele » e « Ela » dizem sobre a loucura está longe do que o comum dos homens pode imaginar. O espectador ou o ouvinte corre o risco de sair desta visita tão decepcionado quanto seria um espectador de teatro que, para ver um macaco que dança, tropeça de modo imprevisível em um homem que se suicida.
Estas leituras públicas podem ser vistas e ouvidas no pátio do Musée Calvet todas as manhãs às 11h, de 14 a 19 de julho. No entanto, as sessões também podem ser acompanhadas à distância, pois são transmitidas em vídeo ao vivo pelo Facebook.
As leituras também serão transmitidas nas ondas da Rfi todos os sábados, de 25 de julho a 29 de agosto, às 17h.
Para além do senegalês Mamadou Sellou Diallo, na seleção haverá o congolês Israel Nzila (com o seu projeto Clipping), a franco-argelina Yacine Benyacoub (Les décennies noires), a togolense Jeannine Dissirima Bessoga (Les dieux tambourinent), a burundiana Claudia Muyengabe (Reste) e o haitiano Guy Regis Junior (Quel dernier grand conflit pour assouvir la haine entre les humains ?).
Mamadou Oumar KAMARA
