Convidado a falar sobre os desafios da agricultura, da pecuária e do acesso à água nas zonas rurais, especialmente no departamento de Podor, o ministro da Agricultura, da Soberania Alimentar e da Pecuária, Mabouba Diagne, detalhou aos deputados a estratégia do governo para modernizar de forma sustentável os sistemas de produção agrícola e pecuária. No âmago dessa ambição estão a água, a solarização e o desenvolvimento das cooperativas agrícolas comunitárias.
O ministro voltou a falar sobre as visitas recentes às localidades de Podor e Matam, onde afirmou ter conversado com « os criadores, os agricultores, os piscicultores e os jovens ». Segundo ele, essas viagens permitiram compreender melhor as expectativas das populações rurais e orientar as políticas públicas para soluções estruturais em vez de pontuais.
Nessa dinâmica, Mabouba Diagne explicou que as cooperativas agrícolas comunitárias passam a incorporar uma forte dimensão ligada à pecuária. « Não queremos simplesmente trazer soluções improvisadas », insistiu, afirmando que o governo pretende « resolver de forma definitiva o problema da água para uso agrícola e pecuário ».
O ministro também destacou a parceria em curso com o Ministério de Energia em torno dos programas de solarização. Mencionou especialmente o desenvolvimento da « tarifa verde », destinada a acompanhar as explorações agrícolas e pecuárias no acesso a uma energia adequada às suas necessidades. Segundo ele, várias instalações já foram realizadas e outros projetos estão em andamento no âmbito do planejamento orçamentário do Estado.
Mas, para o governo, a questão não se limita à energia. O ministro destacou a necessidade de rever certos modos de gestão da água confiados ao setor privado, considerando que isso às vezes gera « desigualdades ». Nesse âmbito, afirma trabalhar com o ministro da Hidráulica, bem como com o Primeiro-Ministro, para trazer soluções duradouras às populações rurais.
Entre os projetos de destaque anunciados está um ambicioso programa de 2.100 poços de perfuração distribuídos pelas 525 comunas rurais do Senegal. « Em cada comuna rural, se Deus nos ajudar, queremos realizar quatro poços de perfuração telescópicos », explicou Mabouba Diagne. O objetivo declarado é duplo: garantir o acesso à água potável para as populações e para o gado, ao mesmo tempo em que se permite uma agricultura praticada « doze meses por doze ».
Pour le ministre, « a prioridade das prioridades é a disponibilidade e o domínio da água ». Segundo ele, sem domínio hidráulico, o desempenho agrícola continua fortemente dependente das mudanças climáticas.
O membro do governo também saudou os meios financeiros mobilizados pelo Estado sob a liderança do presidente Bassirou Diomaye Faye, mencionando orçamentos recordes de 120 bilhões. Também destacou os resultados obtidos graças à digitalização e ao desempenho agrícola observados nas últimas campanhas, citando, em particular, « mais de 969.000 toneladas de amendoim » e « 450.000 toneladas de cebola ».
Por fim, o ministro apresentou Matam como « o modelo principal » das cooperativas agrícolas comunitárias. Estão em curso discussões com a Agência Nacional de Energias Renováveis e o Fundo de Apoio ao Setor de Energia, com o objetivo de acelerar a solarização dessa zona estratégica para a agricultura e a pecuária senegalesas.
Daouda Diouf
