O arquiteto senegalês Cheikh Ngom (1935-2025) está em destaque no Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York, por meio de uma exposição dedicada à sua obra, aberta de 5 de julho de 2026 a 2 de janeiro de 2027.
Esta exposição ilumina a trajetória e a produção de uma figura central da arquitetura da África Ocidental no período pós-independência, cujas realizações contribuíram para o surgimento de uma linguagem arquitetônica moderna enraizada nas realidades culturais e sociais do Senegal.
Nascido em 1935 na Casamance, Cheikh Ngom é apresentado como o primeiro arquiteto senegalês formado pela universidade. Formado em Paris, onde obteve, entre outros, diplomas de engenheiro, urbanista e arquiteto, ele retorna ao Senegal após as independências para participar da construção do novo Estado.
Sua obra é marcada pela busca de conciliar os princípios da arquitetura moderna com as tradições construtivas, as realidades climáticas e as referências culturais africanas. Entre as suas realizações destacam-se, nomeadamente, a expansão da Faculdade de Direito da Universidade de Dakar, a torre da BCEAO em Dakar, concluída em 1979, bem como o conjunto de moradias de Grand Médine.
O arquiteto também se destacou pela concepção de uma arquitetura com dimensão social, especialmente por meio de projetos habitacionais que favorecem a vida comunitária e a evolução gradual das habitações de acordo com as necessidades das famílias.
Para Abdou Sané, vereador de Ziguinchor, esse reconhecimento internacional é motivo de orgulho para o Senegal e, em particular, para a Casamance, terra natal do arquiteto.
«Por trás desta exposição, está celebrada a expertise de todo um continente», destaca ele, entendendo que Cheikh Ngom representa «mais do que orgulho nacional, um orgulho planetário».
Ele lembra que uma das ruas de Ziguinchor já leva o nome do arquiteto e chama a uma homenagem nacional à altura de sua trajetória, de sua influência e de sua notoriedade.
S.G
