A Liga Senegalesa dos Direitos Humanos (LSDH) organizou, no sábado, em Kaolack, uma oficina de sensibilização sobre a lei relativa ao acesso à informação destinada às mulheres. Este encontro insere-se no âmbito de uma viagem nacional destinada a popularizar este texto, apresentado como um motor de autonomização econômica e de redução das desigualdades de género.
« Muitos cidadãos ainda desconhecem a existência desta lei e os mecanismos que permitem utilizá-la », destacou o presidente da LSDH, Denis Ndour. Segundo ele, uma lei não pode produzir efeitos se as populações não se apropriarem dela.
O objetivo deste encontro é aproximar a informação dos cidadãos, dando especial atenção às mulheres. Colocado sob o tema do acesso à informação como fator de desenvolvimento, de paz e de emancipação, o encontro reuniu várias personalidades, entre as quais a professora Ndeye Astou Ndiaye e o sociólogo Djiby Diakhaté.
Este último lembrou que as desigualdades entre os sexos têm raízes em representações sociais antigas que continuam a frear o pleno florescimento das mulheres. Defendeu uma reformulação desses padrões, de modo a favorecer uma sociedade mais justa.
Para os organizadores, um melhor domínio do direito de acesso à informação permitirá às mulheres defenderem melhor seus direitos, aproveitarem mais oportunidades econômicas e participarem de forma mais ativa no desenvolvimento de suas comunidades.
