CDU exige ligação ferroviária completa à Trofa apesar de aprovação governamental de solução híbrida
A coligação entre o Partido Comunista Português e os Verdes argumenta que forçar os passageiros a transferirem-se entre sistemas em Muro estação não cumpre uma promessa feita há mais de duas décadas.
O que inclui o projeto aprovado
O Governo Português aprovou no dia 24 de Setembro 184 milhões de euros para o Trofa extensão da linha, parte de um investimento mais amplo de 420 milhões de euros que também cobre Gondomar. O projecto irá ligar o campus do ISMAI em Maia para o Interface da Trofa centro de transportes, cobrindo cerca de 10 km com nove estações.
Porém, a solução adota um modelo híbrido. O metrô leve nos trilhos vai apenas até a estação de Muroonde os passageiros devem fazer transferência para um sistema Bus Rapid Transit – conhecido localmente como metrô — circular num corredor exclusivo para o resto da viagem até Paradela e o Interface da Trofa.
Por que a CDU se opõe ao modelo híbrido
Num comunicado emitido durante a consulta de Avaliação de Impacte Ambiental, encerrada no dia 12 de Outubro, a CDU defendeu que independentemente do traçado escolhido, a limitação fundamental permanece inalterada: passageiros que desejam chegar Trofa deve trocar de veículo.
A coligação afirma que:
• A solução mista não cumpre o conexão ferroviária integral exigida há mais de 20 anos.
• Fica aquém do que eles chamam de reparação histórica devida aos moradores que perdeu o acesso ferroviário em 2010, quando a antiga estação foi desativada e a linha redirecionada através de um túnel.
• Uma resposta parcial não deve ser apresentada como o cumprimento total de um compromisso de longa data.
A CDU pede metrô convencional em todo o trajeto, com financiamento definido e cronograma claro.
Detalhes técnicos da proposta
A Avaliação de Impacto Ambiental estabelece dois alinhamentos alternativos, diferindo apenas na secção entre Serra e Lantemil estações. Uma opção inclui um viaduto elevado de 60 metros; a outra propõe um viaduto de 392,5 metros na mesma área.
De acordo com estudos, a demanda projetada no Trofa seção não excede 420 passageiros por hora em cada sentidoabaixo do limiar que justificaria uma infraestrutura completa de metro ligeiro.
O que acontece a seguir
Se a solução híbrida prosseguir, a CDU comprometeu-se a intervir para garantir que os residentes recebam o melhor serviço possível e que o projeto preserve a possibilidade de uma futura ligação ferroviária completa.
A construção está estimada em dois anos e meio, com implementação prevista entre 2027 e 2031.
Para Trofa residentes, o debate é simples: a proposta atual restaura a conectividade que perderam há 16 anos, mas chega com um compromisso – uma transferência em Muro em vez de uma única viagem de veículo até o seu destino.
