É uma das partidas mais aguardadas desta fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Vinte e quatro anos após Seul (Coreia do Sul), a Nova Jérsia sediará, em poucas horas, o confronto França – Senegal, válido pela 1ª jornada do Grupo I. Um «remake» com gosto de revanche que as duas seleções vão levar a sério para iniciar bem o torneio.
NOVA JERSEY – O estádio MetLife, na Nova Jérsia, será o palco de um duelo «fratricide», nesta terça-feira às 19h GMT, entre a França, vice-campeã mundial, e o Senegal, campeão africano em título. Estas duas seleções que se enfrentaram há 24 anos, em 2002, em Seul (Coreia do Sul), no âmbito da partida de abertura da Copa do Mundo, reencontram-se para a sua primeira atuação nesta 23ª edição.
Na primeira metade, os Leões, então sob o comando do falecido técnico francês Bruno Metsu, criaram a sensação ao derrotarem a França, campeã mundial em título. Liderada por El Hadji Diouf, em grande noite, a equipe do Senegal, que descobria a competição mais prestigiada do mundo, conseguiu o retumbante feito de vencer (1-0) a França. Esta última contava, porém, com grandes jogadores, como Thierry Henry, David Trézéguet e Djibril Cissé, artilheiros de seus respectivos campeonatos na Inglaterra, Itália e França, mesmo que a estrela da equipe na época, Zinédine Zidane, tenha vivido esse revés no banco por causa de uma lesão. O resto, como se sabe. Os Leões chegaram às quartas de final — uma façanha histórica para um país africano — antes de tropeçarem com a Turquia (1-0, prorrogação).
O atual campeão do mundo deixou a competição já na fase de grupos após um empate e uma derrota nos dois últimos jogos, sem marcar nenhum gol no torneio.
Mas, de 2002 até hoje, muita coisa mudou. As duas equipes evoluíram com o tempo, acumulando atuações premiadas com vários troféus.
Para este «remake» no MetLife Stadium, em Nova Jersey, não vão ceder nem uma palha e vão jogar o jogo com tudo para começar o Mundial em alta. Uma oportunidade de ouro que surge para os franceses, que vão querer lavar a ofensa de 2002 e colocar uma opção séria para a liderança do Grupo I. Levemente favoritos na teoria, com vários campeões europeus no elenco — como o atual Ballon d’Or, Ousmane Dembélé, além dos jovens talentos Désiré Doué e Bradley Barcola —, a França colocará todas as cartas a seu favor para fazer valer a hierarquia. No entanto, não contarão com a determinação e a vontade de enfrentar dos Leões, cujo primeiro objetivo neste torneio é surpreender e desorientar os companheiros de Mbappé. Seu treinador, Pape Bouna Thiaw, que viveu a vitória de 2002 no banco de suplentes, espera ver a história se repetir, ainda pela linha lateral do campo, mas desta vez no papel de treinador.
Do nosso enviado especial aos Estados Unidos, Papa Alioune NDIAYE
