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Porto vence o Benfica por 3-1: atualizações e controvérsia na corrida pelo título

FC Porto amplia vantagem com vitória por 3-1 Clássico e vantagem do Benfica desmorona

O FC Porto derrotou o Benfica por 3-1 no Estádio do Dragão no domingo, aumentando a vantagem na liderança da I Liga para cinco pontos e selando um registo perfeito após sete jogos. O resultado, decidido pelos golos de Gabri Veiga, Victor Froholdt e Hwang Inbeom, não só aprofundou a distância entre os dois rivais como também expôs falhas na estrutura sob pressão do Benfica.

A partida resultou na expulsão de Lenglet aos 35 minutos. O defesa-central francês, já com cartão amarelo, recebeu o segundo depois de acertar André Silva com um golpe de mão aberta – um acto considerado pelo árbitro Miguel Nogueira como deliberado, não provocado e antidesportivo. O Benfica ficou reduzido a dez jogadores a 15 minutos do final da primeira parte, um momento que mudou irrevogavelmente o ímpeto.

Apesar do revés, o Benfica empatou através de Alexander Bah aos cinco minutos da segunda parte, aproveitando uma defesa mal calculada de Diogo Costa. Mas o Porto respondeu com eficácia clínica: Froholdt, regressou ao onze inicial depois de recuperar de uma contusão, aproveitou um cruzamento de André Silva aos 54′, e Hwang Inbeom completou a goleada aos 60′, também assistido pelo avançado português. A sequência de dois golos em nove minutos enterrou qualquer esperança que o Benfica tivesse de somar um ponto.

O retorno de Victor Froholdt foi decisivo. O médio dinamarquês, que falhou os dois últimos jogos devido a uma lesão na cabeça, controlou o ritmo desde o fundo, avançou com determinação e marcou o golo que reafirmou a vantagem do Porto. A sua presença devolveu o equilíbrio a um meio-campo sobrecarregado nos jogos anteriores. Enquanto isso, O retorno de Alexander Bah de lesão no ombro foi notável – seu gol e trabalho defensivo mereceram elogios – mas ele não conseguiu evitar o colapso geral.

Atrás do placar, a polêmica girou em torno da arbitragem. Uma entrada de Gabri Veiga sobre Bah, aos cinco minutos, resultou no cartão amarelo, mas os jogadores e equipa do Benfica exigiram o vermelho. A análise pós-jogo realizada por especialistas em arbitragem portugueses apoiou amplamente a decisão de Nogueira, observando que, embora o desarme tenha sido agressivo, não foi suficientemente perigoso ou imprudente para merecer a expulsão. No entanto, as inconsistências surgiram noutros lugares: uma falta violenta de William Gomes, do Porto, sobre Gianluca Prestianni, ficou impune, enquanto o próprio Prestianni recebeu um cartão amarelo por hemorragia após um confronto sem falta com Alberto Costa.

A disputa sobre os padrões de arbitragem se intensificou depois do jogo. O presidente do Benfica, Rui Costa, condenou publicamente o que chamou de “tremenda dualidade de critérios”, argumentando que as decisões disciplinares favoreciam o Porto. “As faltas cometidas pelo Porto não foram tratadas com o mesmo rigor. Esse desequilíbrio muda o jogo”, disse aos jornalistas. Os seus comentários ecoaram os do antigo director de comunicação do Benfica, João Gabriel, que descreveu o desempenho do árbitro como tendo “inclinado o campo desde os cinco minutos” e rotulou o sistema de arbitragem mais amplo como “miserável”.

As consequências amplificaram uma crise mais ampla na arbitragem portuguesa. Meses de investigações internas sobre potencial manipulação nas atribuições de árbitros, protestos de atletas e demissões no topo da Federação Portuguesa de Futebol minaram a confiança do público. O envolvimento de um juiz numa investigação em curso sobre as nomeações de árbitros, revelada neste verão, apenas alimentou o ceticismo.

Em contrapartida, a equipa de comunicação do Porto aproveitou o momento. Seu boletim oficial destacou banners de fãs proclamando “supremacia”, vinculando a vitória à contagem de títulos. Numa resposta contundente, as redes sociais do Benfica publicaram uma montagem em vídeo de seis segundos de incidentes controversos do jogo, com a legenda: “coisas normalíssimas”. A troca enquadrou o confronto como algo mais do que futebol – tornou-se uma batalha de narrativas.

O jogo também ofereceu um encerramento emocional. Samu Aghehowa voltou após sete mesessubstituindo André Silva aos 84 minutos – sua primeira aparição desde uma ruptura do LCA. Caiu de joelhos aos soluços ao apito final, momento amplamente partilhado nas redes sociais portuguesas. Oskar Pietuszewski fez seu retorno também, entrando em campo pela primeira vez desde que foi afastado dos gramados devido a uma lesão muscular de longa duração.

Enquanto a I Liga faz uma pausa para obrigações internacionais, o Porto está com 21 pontos – invicto, incontestado e psicologicamente dominante. O Benfica segue com 16, ainda na caça mas já não no comando. O seu desafio agora não é apenas colmatar a lacuna, mas restaurar a crença – neles próprios e no sistema destinado a policiar o jogo.

Principais fatos da partida:

Sétima vitória consecutiva do FC Porto no campeonato

Expulsão de Clément Lenglet aos 35 minutos foi a primeira expulsão num Clássico desde 2011

Gol de Hwang Inbeom aos 60 minutos selou a vitória, a primeira da temporada

Três jogadores retornaram de lesão: Froholdt, Bah e Samu

Nenhuma penalidade concedida apesar de três incidentes claros na caixa

Jogo assistido por 59.800 espectadores — o maior público fora de Lisboa esta temporada

Árbitro Miguel Nogueira (AF Lisboa), coadjuvado por Paulo Brás e Nuno Pires, VAR Luís Ferreira

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