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Pânico em Santarém: “Se não saírem, a escola vai explodir” — escola secundária evacuada após alerta de bomba

Ameaça e evacuação em Braga

Uma chamada anónima e um e-mail ameaçador desencadearam, no início da tarde desta quinta-feira, a evacuação completa da Escola Secundária D. Maria II, em Braga. A mensagem era explícita: “Isto não é um falso alarme; se às 14h38 não estiverem todos cá fora, a escola vai explodir.” Perante o conteúdo preciso e o tom hostil, a direção acionou de imediato o plano interno de emergência, enquanto a PSP isolava os acessos à zona.

Ao todo, cerca de 2.500 alunos e dezenas de docentes e funcionários foram retirados para pontos de encontro previamente definidos, num processo que decorreu com calma e sem incidentes. As ruas adjacentes foram cortadas ao trânsito, e as famílias receberam indicações para evitar o perímetro, de forma a não atrapalhar a operação.

Resposta rápida das autoridades

A operação envolveu equipas da PSP, Proteção Civil e meios municipais de segurança, com prioridade à verificação do edifício e à proteção de alunos e pessoal. Binómios caninos especializados em detecção de explosivos foram mobilizados para uma inspeção metódica das instalações, incluindo salas, áreas técnicas e zonas exteriores.

Segundo fonte policial, a avaliação de risco permitiu uma “rápida levante de dúvida”, sem necessidade de intervenção intrusiva em infraestruturas. “Foi uma operação por precaução e por protocolo, com resultados negativos para qualquer artefacto,” explicou um responsável da PSP de Braga. “A cooperação entre direção escolar, alunos e equipas no terreno foi exemplar.”

Regresso às aulas e apoio aos alunos

Por decisão articulada entre a direção do agrupamento e as autoridades, as aulas foram retomadas por volta das 15h30, com reforço da vigilância nos acessos. A escola disponibilizou apoio psicológico para quem sentiu ansiedade ou desconforto, sublinhando a importância de “falar sobre o que aconteceu” e de manter a rotina académica.

“Percebemos o medo, mas o essencial é confiar nas equipas de segurança e não propagar rumores,” referiu a diretora, destacando que a comunidade educativa respondeu com maturidade. Vários estudantes admitiram ter pensado tratar-se de um “simulacro”, mas garantem ter seguido “todas as instruções” sem pânico.

Uma sequência de falsas ameaças

Nos últimos meses, escolas portuguesas têm enfrentado um aumento de falsos alertas, com chamadas maliciosas e mensagens online a exigir evacuações imediatas. As forças de segurança lembram que cada ocorrência mobiliza recursos significativos, perturba o ensino e cria um clima de insegurança injustificado.

A Polícia Judiciária deverá conduzir a investigação de segurança informática e rastreamento de origens dos contactos, em coordenação com o Ministério Público. “Quem pratica este tipo de ameaças está sujeito a consequências graves, mesmo quando não existe perigo real,” sublinhou fonte oficial, pedindo responsabilidade no uso das redes e do 112.

Consequências legais e responsabilidade

Fazer uma chamada falsa de ameaça de bomba ou enviar um e-mail intimidatório constitui crime, abrangendo tipicamente ameaças, perturbação do funcionamento de estabelecimento e, em certos casos, simulação de crime. As penas podem incluir prisão e coimas significativas, para além de indemnizações civis pelos danos causados.

As autoridades reforçam que qualquer informação útil pode ser comunicada de forma anónima, e que partilhar ou amplificar boatos nas redes sociais apenas agrava a confusão. A escola manterá canais de informação oficiais atualizados, evitando que mensagens falsas criem alarmes desnecessários.

Como agir em situações de alarme

  • Manter a calma e seguir as instruções de professores e agentes.
  • Evitar correr, empurrar ou criar aglomerados nas saídas.
  • Não usar elevadores e privilegiar escadas sinalizadas.
  • Afastar-se do perímetro e aguardar orientações oficiais.
  • Não partilhar rumores ou imagens nas redes sociais.
  • Atualizar contactos de emergência e pontos de encontro familiares.

O dia seguinte

No rescaldo da ocorrência, a comunidade prepara-se para regressar à normalidade, com exercícios de segurança adicionais e sessões de esclarecimento em sala de aula. A direção considera reforçar a formação interna, atualizar planos de evacuação e realizar simulacros periódicos, integrando lições aprendidas e boas práticas.

“Quanto mais treinamento e mais informação tivermos, menos margem haverá para o pânico,” resume um docente de Ciências, que acompanhou a evacuação de uma das turmas. A prioridade, garantem todos, é que a escola continue a ser um espaço seguro, onde o ruído das falsas ameaças não abafa o som do ensino e do aprendizado.

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