A Segurança Urbana do Comissariado Central de Kolda deteve, no dia 23 de junho, um casal no âmbito de uma investigação por infanticídio presumido, após um reporte do médico-chefe da região referente a um caso considerado suspeito, soube-se.
De acordo com uma fonte policial, os investigadores foram avisados após a admissão de uma mulher no posto de saúde de Sikilo Oeste. A parteira que atendeu a paciente declarou que ela se apresentou no dia 20 de junho com fortes dores abdominais, antes de lhe confidenciar que havia dado à luz em casa e que a família dela havia procedido ao enterro do recém-nascido.
A mesma fonte informou que o marido da paciente posteriormente contatou a parteira, alegando que a esposa dele lhe havia afirmado ter dado à luz no posto de saúde e que o pessoal médico ficou encarregado do enterro, uma versão contestada pelos responsáveis de saúde.
Interrogada pelos investigadores, a mulher apresentou uma nova versão dos fatos, afirmando ter dado à luz no dia 19 de junho, a caminho de uma instituição de saúde, de um filho natimorto que ela apresentou como tendo seis meses de gestação. Ela declarou ter abandonado o corpo em um local isolado, sob folhas.
O marido, comerciante ambulante, por sua vez rejeitou as acusações de que teria se recusado a conduzir a esposa ao hospital.
As operações de rastreamento realizadas nos locais indicados pela acusada não conseguiram localizar nenhum corpo. A investigação de vizinhança também permaneceu infrutífera.
Diante das várias incongruências identificadas nos depoimentos dos dois envolvidos e da gravidade dos fatos, os investigadores os colocaram em custódia para as necessidades da investigação, segundo a mesma fonte.
S.G
