Uma mulher de nacionalidade nigeriana foi apresentada ao Ministério Público por associação criminosa e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, em Kédougou.
Segundo a Polícia, no dia 20 de maio de 2026, a Divisão Nacional de Combate ao Tráfico de Migrantes e Práticas Assimilhadas (DNLT) foi informada da presença de jovens de nacionalidade nigeriana exploradas sexualmente na vila de Sambrabougou (Kédougou). Uma operação imediata realizada pelos agentes do Bureau de Apreensões, de Rastreamentos e de Vigilância (BIFS) permitiu realizar a busca no domicílio da suspeita e detê-la, bem como três vítimas.
Entrevistadas pelos investigadores, as três jovens confirmaram estar sob o domínio de sua conterrânea, que as trouxe ao Senegal para as forçar à prostituição. A proxeneta impunha-lhes uma “dívida de viagem” exorbitante de 1 500 000 FCFA cada para recuperar a liberdade, informa ainda a Polícia.
Para arrecadar os rendimentos dessa exploração sem levantar suspeitas, a acusada implementou um sistema de tontina forçada: as vítimas deveriam lhe entregar, individualmente, 50 000 FCFA a cada cinco dias. Duas delas já haviam pago 700 000 FCFA cada, enquanto a terceira acabara de quitar a dívida integral.
Face aos elementos da investigação, a suspeita confirmou plenamente os fatos. Ela revelou a existência de uma rede transfronteiriça que transportava as meninas desde a Nigéria, passando pelo Benin e pelo Mali, com a ajuda de cúmplices encarregados de fornecerem documentos de viagem falsos. Antes de chegarem a Sambrabougou, as vítimas haviam ficado sequestradas por um mês no Mali, depois transferidas para Khossanto (Senegal). A proxeneta confessou ter lavado parte dos recursos enviando-os para a família no Nigéria. Ela foi colocada sob prisão preventiva.
A acusada foi encaminhada ao Ministério Público e as três jovens estão atualmente sob os cuidados de uma ONG.
