No dia seguinte à Declaração de Política Geral (DPG) proferida perante a Assembleia Nacional pelo novo Primeiro-Ministro, a Convergência dos Jovens Republicanos (COJER Nacional) do APR tornou público, em 8 de setembro de 2026, um comunicado apresentando a sua posição sobre o balanço do poder em exercício e sobre o legado do antigo presidente Macky Sall.
Numa comunicação publicada na terça-feira, 8 de setembro, a COJER Nacional – APR adota uma leitura crítica da situação económica e política do Senegal. Segundo a organização, «os indicadores não correspondem aos objetivos de ruptura anunciados em 2024». A entidade apoia-se nomeadamente nos números apresentados pelo Primeiro-Ministro, referindo um crescimento de 2,2% sem hidrocarbonetos em 2025, um défice público de 6,4% do PIB e um nível de endividamento «ainda elevado».
A COJER também contesta, além disso, a ideia de atribuir a situação atual unicamente ao balanço do antigo regime. Considera que «qualquer responsabilização baseia-se em elementos verificáveis». O acordo celebrado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 1º de setembro também é objeto de críticas. A COJER alude a «uma evolução de posição» do Governo em relação às críticas anteriores contra a instituição financeira e destaca as degradações da nota soberana do Senegal pela Moody’s e pela Standard & Poor’s. A organização também preocupa-se com algumas medidas anunciadas na Declaração de Política Geral, nomeadamente a abolição de 19 agências públicas, a fusão de outras sete e o congelamento das contratações, que considera «uma orientação restritiva».
A COJER Nacional exige a publicação das auditorias sobre as finanças públicas e o património fundiário, bem como do memorando negociado com o FMI. Ela exige «uma prestação de contas com dados numéricos» sobre os empregos criados desde maio de 2024.
Yaya SOW
