A Costa do Marfim derrotou o Equador nos minutos finais graças a um gol salvador de Amad Diallo, o seu primeiro na Copa do Mundo, para se impor no grupo E e soltar um imenso suspiro de alívio para todo o continente.
A África enfim recompensada
Desde o pontapé inicial deste Mundial histórico com 48 seleções, o continente africano acumulava desilusões. A África do Sul abriu o desfile de desilusões ao perder já no jogo inaugural contra o México por 2 a 0. No Grupo C, o Marrocos acabou por empatar com o Brasil, num 1 a 1 — um resultado honroso diante do quintuplicampeão mundial, mas insuficiente para acender a euforia. Nesta noite, a Costa do Marfim mudou o panorama. Os Elefantes encerraram a espera e ofereceram à África o que ela esperava desde o começo do torneio: uma vitória plena, preciosa e arrancada nas circunstâncias mais dramáticas que se possa imaginar.
Os Elefantes, a duras penas, derrubam o Equador
O próprio encontro foi um concentrado de emoções. A Costa do Marfim sofreu, resistiu, tremeu. O Equador, por seu lado, acertou três vezes a trave ao longo da partida — uma estatística cruel que resume a noite dos equatorianos. O destino, aparentemente, resolveu jogar contra eles. Três pecados atingidos pela trave, três oportunidades que poderiam ter mudado radicalmente o rumo do jogo e jogado a Costa do Marfim numap noite negra. Mas o futebol é feito assim: recompensa aqueles que acreditam até o fim.
E é precisamente nesse momento que Amad Diallo decidiu entrar para a história. O extremo, cuja carreira de clube tem avançado de forma constante nas últimas temporadas, encontrou a brecha nos minutos finais para oferecer aos Elefantes uma vitória que parece libertadora. Seu primeiro gol na Copa do Mundo, marcado em um momento de pressão máxima, ficará gravado na memória dos torcedores ivoirienses. Esse tipo de gol não se esquece. Ele se conta.
Uma classificação às oitavas quase assegurada
Graças a esse triunfo, a Costa do Marfim instala-se na segunda posição do grupo E, atrás da Alemanha, que goleou Curaçao por 7-1. A configuração do grupo lhes garante quase a vaga nas oitavas de final. Os Elefantes deram um passo sério porque uma vitória contra Curaçao, considerada a mais fraca da chave, garantiria a vaga nas oitavas. Em um Mundial com 48 equipes, onde os dois primeiros de cada grupo vão diretamente às eliminatórias e onde os melhores terceiros também podem seguir adiante, cada ponto vale o dobro. Com essa vitória no casaco, os companheiros de Amad Diallo encaram o restante do torneio com uma mentalidade completamente diferente.
A África em marcha, a Tunísia em pista
Essa vitória da Costa do Marfim chega no momento oportuno para reacender o ânimo de um bloco africano que começava a observar as tabelas com apreensão. O continente é representado por dez seleções neste Mundial. Bastava apenas uma para romper o gelo. A Costa do Marfim o fez com estilo, e nas condições mais empolgantes que um jogo de futebol pode oferecer.
A dinâmica africana não para por aqui. Nesta segunda-feira, às 02h00 GMT, a Tunísia entra em campo para enfrentar a Suécia no Grupo F. Impulsionados pelo ímpeto ivoiriense, as Águias de Cartago terão a missão de prolongar essa noite dourada para a África. O continente já tem um resultado sobre o qual se apoiar. Agora é a Tunísia escrever a continuação.
C.G.D
