No início da tarde deste sábado, uma agressão à faca na zona do Largo da Portagem, em Coimbra, deixou um homem na casa dos 30 anos em estado grave e colocou as forças de segurança em alerta máximo. A área foi cercada pela PSP durante várias horas, enquanto os primeiros indícios eram recolhidos e as testemunhas começavam a ser ouvidas. O autor dos golpes continua em fuga e está a ser procurado ativamente por várias patrulhas no centro histórico e nas artérias de maior movimento.
Segundo fonte da PSP, o homem sofreu “vários golpes de faca”, atingindo o pescoço e o tórax, num ataque a poucos metros de uma paragem de autocarro, em plena luz do dia. Assistido de imediato por equipas do INEM, foi estabilizado no local e transportado para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, onde deu entrada com prognóstico reservado. Ao final da tarde, fonte hospitalar indicou que já não corre “perigo de vida”, prevendo-se que possa ser interrogado pelos investigadores assim que o seu quadro clínico o permita.
Perímetro vedado e recolha de indícios
Agentes da investigação criminal isolaram um troço do Largo e de ruas adjacentes, restringindo o trânsito e pedindo aos comerciantes que mantivessem as portas fechadas. A polícia científica recolheu manchas de sangue espalhadas por vários metros, sugerindo que a vítima terá caminhado antes de colapsar num banco de jardim. O local exato da agressão ainda não está definido, não estando excluída a hipótese de um ataque iniciado numa travessa próxima e concluído no espaço público principal.
Hipóteses em aberto e coordenação com a PJ
As circunstâncias do ataque permanecem indeterminadas, não se excluindo nenhum cenário: desde um ato gratuito a um surto de demência, passando por um possível acerto de contas. Depois das diligências iniciais da PSP, a investigação transitou para a Polícia Judiciária, que mobilizou meios reforçados e partilhou um sinalamento da vestimenta do suspeito com as patrulhas da PSP e da GNR. “Estamos a apurar todas as pistas e apelamos a quem tenha visto algo que contacte as autoridades”, adiantou fonte ligada ao processo.
Testemunhos do momento de pânico
O susto foi geral entre residentes e quem passava pela Baixa para almoçar ou fazer compras. “A minha vizinha ouviu um grito terrível”, contou uma moradora da Portagem, ainda visivelmente abalada. “Eu ia às Havanas por volta das 12h e, quando cheguei ao largo, vi o INEM a assistir um homem estendido num banco”, descreveu um comerciante, acrescentando que só percebeu a gravidade quando a polícia começou a cortar os acessos. Outro residente lamentou a ausência de câmaras de videovigilância na zona: “Sentir-nos-íamos mais seguros se houvesse cobertura constante.”
Segurança no centro urbano em debate
O episódio reacende o debate sobre vigilância em zonas de afluência e a necessidade de planos de prevenção mais visíveis. Moradores e lojistas pedem patrulhamento de proximidade e melhor iluminação, sobretudo ao fim de semana. Especialistas lembram que a expansão de câmaras deve ser acompanhada por regras de privacidade e auditorias regulares, para garantir transparência e eficácia. A autarquia diz estar a “avaliar soluções” que reforcem a segurança sem comprometer direitos fundamentais.
O que se sabe até agora
- A agressão ocorreu ao início da tarde, numa área movimentada do Largo da Portagem.
- A vítima, um homem na casa dos 30, sofreu vários golpes no pescoço e no tórax.
- O estado foi considerado grave, mas está agora clinicamente estável.
- O autor do ataque está em fuga e a polícia mantém buscas ativas.
- A PJ lidera a investigação, com várias pistas ainda em aberto.
- Foram recolhidos indícios em vários metros, e o local primário não está fechado.
- Moradores pedem mais vigilância e clarificação de medidas de prevenção.
Apelo a testemunhas e próximos passos
As forças de segurança pedem a quem tenha visto movimentos suspeitos naquela janela temporal que contacte de imediato as autoridades. Pequenos detalhes, como a direção de fuga, a cor de uma peça de roupa ou a presença de um objeto metálico, podem ser determinantes para identificar o agressor. Nos próximos dias, a PJ deverá rever registos de trânsito, ouvir testemunhas diretas e verificar eventuais imagens de privados que possam ter captado o incidente. Até lá, recomenda-se prudência aos transeuntes e a colaboração com as forças de segurança em quaisquer diligências em curso.
