O ministro dos Transportes Terrestres e Aéreos, Serigne Abdoul Ahad Ndiaye, presidiu nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, uma reunião de aproximação estratégica com a totalidade dos parceiros sociais do sub-setor aeronáutico. Este encontro inaugural, marcado pela presença de figuras sindicais de peso, entre as quais o decano M. Sherwade, presidente da intersindical, e M. Alessandroi, secretário-geral do Syndicat unique des travailleurs du transport aérien et activités annexes du Sénégal (Suttaaa), estabeleceu as bases de um diálogo social inclusivo, sincero e construtivo.
Abrandamento social como alavanca de desempenho
Ao iniciar, o ministro elogiou a responsabilidade das organizações sindicais, em particular a suspensão recente do pré-aviso de greve da intersindical, gesto que interpretou como sinal de uma vontade coletiva de preservar um clima de confiança mútua. «Esta decisão responsável ilustra novamente que o diálogo continua a ser o melhor caminho para conciliar os interesses dos trabalhadores, das empresas e da nação», declarou Serigne Abdoul Ahad Ndiaye, situando a sua ação na visão defendida pelo presidente da República, Bassirou Diomaye Faye, e pelo Primeiro-Ministro, Ousmane Sonko, que colocam o consenso no centro da governança pública.
Da metodologia aos atos: duas medidas-chave
O ministro anunciou uma abordagem de gestão orientada a resultados e à transparência, desdobrada em duas medidas:
1. A institucionalização de um Comitê Permanente de Diálogo Social, que se reunirá de acordo com um calendário regular, definido de comum acordo, a fim de antecipar as crises e evitar rupturas no diálogo.
2. A implementação de uma Matriz de Acompanhamento das Reivindicações: um quadro de bordo transparente e compartilhado, onde cada reivindicação será acompanhada de um responsável ministerial e de um prazo preciso, permitindo aos parceiros sociais acompanhar o andamento dos dossiês em tempo real.
Urgências conjunturais e obras estruturais
Recordando que na aviação civil „a segurança não se negocia“, o ministro hierarquizou as prioridades. Sobre a questão fundiária, será organizada rapidamente uma reunião de trabalho em coorganização com o seu colega Moussa Balla Fofana. A empregabilidade e a situação dos 700 jovens da TSA (Transporte de Segurança Aérea) permanecem, por outro lado, como prioridade absoluta para o governo.
No plano macroeconômico, o ministro anunciou que o Primeiro-Ministro presidirá brevemente conselhos interministeriais dedicados ao setor, um dos grandes eixos de ação sendo a reformulação do sistema de taxas aeronáuticas, frequentemente fonte de incoerências textuais e de tensões financeiras entre estruturas.
Rumo a um hub aéreo soberano
Para além das urgências imediatas, Serigne Abdoul Ahad Ndiaye convidou os parceiros sociais a se envolverem plenamente nas discussões estratégicas de fundo, nomeadamente sobre o futuro da Air Sénégal, a sua filialização e a concretização do hub aéreo senegalês.
Reafirmando o seu compromisso com a liberdade de expressão dos sindicatos à mesa de negociação, o ministro concluiu com uma nota de ambição: construir, com todos os administradores e trabalhadores, as condições para uma estabilidade duradoura para um Senegal justo, próspero e soberano.
O.B.N
