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Corte de energia em Casalinho devido à tempestade: 25€/dia de custos do gerador

O Operador de rede português E-REDES ainda não reconectou as últimas casas em Casalinho, uma aldeia nos arredores de Figueiró dos Vinhos, deixando dezenas de residentes em geradores famintos por gasolina mais de duas semanas depois da tempestade Kristin ter devastado o centro de Portugal.

Por que isso é importante

As contas continuam subindo – o gasóleo para um pequeno gerador doméstico custa entre 20 e 25 euros por dia.

Prazos de seguro – os segurados têm cerca de 8 dias para reclamar; extensões aplicam-se apenas em zonas de calamidade declaradas.

Subsídios governamentais – até 10.000€ estão disponíveis para reparos urgentes no telhado, mas exigem primeiro uma inspeção municipal.

Prováveis ​​interrupções futuras – o Ministério do Ambiente e da Energia está a ponderar a cablagem subterrânea em áreas rurais para conter crises repetidas.

O caminho para restaurar o poder

E-REDES diz quase 970 mil clientes foram reconectados em todo o país dentro de dez dias, mas cerca de 6.500 clientes – a maioria deles em vales cobertos de pinheiros, como Arega – ainda estão fora da rede. Técnicos tiveram que reconstruir seções de 6.300 km de linha de baixa e média tensão e trocar 5.800 postes quebrados. Onde o terreno impede os catadores de cerejas, a concessionária transporta equipamentos por trator ou mesmo mula, um retrocesso que destaca o quão frágil a rede rural permanece.

Frustração no terreno

Em Casalinho, 67 anos Fernanda de Jesus conta cada litro de combustível que ele coloca em um gerador sibilante. “Comprei para alimentar uma bomba d’água no verão”, ele nos conta, “não para manter a geladeira ligada dia e noite em fevereiro”. A um quilômetro de distância, dono da loja Maria Antunes gastou 900€ para manter seu café iluminado, acabando com a margem que ela normalmente ganha durante um mês inteiro de inverno. A ausência de televisão, Internet e sinal móvel compõe o isolamento; algumas famílias vão até a sede da paróquia apenas para baixar as tarefas escolares.

O que as autoridades estão fazendo

O Autoridade de Proteção Civil de Portugal trouxe engenheiros do exército com oito geradores de alta capacidade, mas a prioridade foi para os centros de saúde e bombas de abastecimento de água. A Câmara de Figueiró dos Vinhos colocou agora dois conjuntos mais pequenos no Casalinho; as famílias podem carregar os telefones entre as 18h00 e as 22h00. Entretanto, o fundo de calamidade do Governo – recentemente elevado para 2,5 mil milhões de euros – cobre:

Custos de alojamento temporário.

Reparos em telhados de residências primárias até 10.000€.

Perdas agrícolas se os danos atingirem o máximo 30% do potencial de produção.

As inscrições fluem pelo **portal Segurança Social e-Clic**. Os assistentes sociais locais da Câmara Municipal estão a ajudar os residentes mais velhos a digitalizar documentos e a carregar fotografias – um obstáculo numa aldeia que ainda não dispõe de banda larga.

A correção de longo prazo que os especialistas desejam

Reguladores em ERSE e académicos da Universidade de Coimbra veem um padrão: todos os eventos climáticos extremos destroem as mesmas linhas aéreas. Apenas 20% da rede de distribuição de Portugal está enterradacontra cerca de 45% em Espanha. Enterrar cabos custa três a cinco vezes mais antecipadamente, mas os proponentes argumentam que o retorno chega na primeira vez que se sobrevive a uma tempestade sem 30.000 reclamações. O Ministro do Meio Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalhoencomendou um estudo de custo-benefício de seis meses que mapeará corredores críticos para “subterrâneo seletivo” e promoverá microrredes com energia solar e baterias no telhado para que aldeias como Casalinho possam ilhar-se durante emergências.

O que isso significa para os residentes

Arquive o seguro agora – mesmo que os avaliadores não possam visitar, carregue fotos com data marcada; seguradoras como a Fidelidade aceitam sinistros até 5.000€ sem inspeção no local.

Guarde os recibos – combustível para geradores, contas de hotéis e materiais de construção poderão ser reembolsados ​​ao abrigo do decreto de calamidade.

Segurança em primeiro lugar – ficar 10 metros de fios caídos e reporte-os através do 800 506 506 ou do quiosque digital E-REDES.

Espere cortes planejados – uma vez restabelecida a energia, a E-REDES poderá rodar cortes curtos enquanto troca linhas temporárias por linhas permanentes; o conselho publicará horários em sua página do Facebook quando a conectividade retornar.

Pragmaticamente, as famílias devem tratar os próximos seis meses como um período de transição: consertar telhados, explorar um pequeno kit solar se o orçamento permitir e inscrever-se no sistema de alerta SMS do município (registar-se no corpo de bombeiros) para que o próximo ciclone seja menos inesperado. Não é provável que as tempestades diminuam, mas a resposta – e a prontidão pessoal – podem.

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