A UEFA não recua. Apesar da decisão de Gianni Infantino de abandonar o seu projeto de abrir a FIFA a investidores privados, a confederação europeia confirmou, nesta quinta-feira, a manutenção do seu boicote às competições organizadas pela entidade mundial, incluindo as Copas do Mundo.
Condições consideradas não atendidas
Para a UEFA, presidida por Aleksander Ceferin, o simples abandono do projeto controverso não basta. A organização exigia duas coisas: a retirada do plano — obtida em 1º de agosto — e garantias firmes de que uma tentativa semelhante de transformar a governança do futebol não se repetiria. Segundo a confederação, essa segunda exigência permanece, até o momento, sem resposta. Ela afirma ter perdido toda a confiança na presidência de Gianni Infantino.
Um mea culpa considerado insuficiente
A posição da UEFA surgiu no dia seguinte a uma reunião de crise realizada pelos dirigentes da FIFA em Rabat, no Marrocos, onde a entidade reconheceu erros, ao mesmo tempo em que reafirmou seu apoio pleno e total ao seu presidente, o único eleito pelas 211 federações-membros. Uma defesa que foi rejeitada pela UEFA, que sustenta que esse apoio emana apenas de colaboradores diretos de Infantino e não altera o panorama.
O front anti-Infantino se amplia, mas permanece frágil
A UEFA não está isolada: a Concacaf e a Confederação Asiática (AFC) também haviam condenado o projeto inicial. A Conmebol, dirigida por uma pessoa próxima de Infantino, denunciou, por sua vez, nesta quinta-feira, decisões unilaterais repetidas da FIFA, lamentando que o futebol tenha passado, em poucos dias, da empolgação de uma Copa do Mundo bem-sucedida para uma crise de governança. Em contrapartida, a Confederação Africana (CAF), reunida no mesmo dia no Cairo, deveria reafirmar seu apoio ao dirigente.
Primeiro teste já em setembro
Este acirramento da disputa pode ter sua primeira tradução prática durante a Copa do Mundo Feminina Sub-20, programada de 5 a 27 de setembro na Polônia. Seis das vinte e quatro seleções inscritas são europeias, incluindo a França, que deve enfrentar a Coreia do Sul em 6 de setembro em Sosnowiec. A participação da França permanece, neste estágio, incerta.
Pela AFP
