Ao nascer do dia, dois turistas tentaram “marcar” a Praia da Rocha, em Portimão, muito antes da chegada dos restantes banhistas. Com chapéus-de-sol e cordas, contornaram uma norma municipal simples: não é permitido reservar espaço no areal antes do horário autorizado. Foram identificados pela Polícia Marítima e arriscam uma coima que pode ir até aos 3 000 euros, segundo o regulamento em vigor na autarquia.
A prática de “guardar lugar” à primeira linha do areal não é um truque de veteranos, é uma infração que distorce o acesso equilibrado a um bem que é de todos. O episódio reacende a tensão de cada verão entre incivilidades turísticas, partilha de espaço público e atuação das autoridades.
H2: Porque os chapéus-de-sol ao amanhecer irritam a comunidade local
Na madrugada de 1 de setembro, a fiscalização apanhou os dois visitantes em flagrante, com estacas, cordas e cadeiras cravadas junto à linha de maré. O objetivo era simples e egoísta: bloquear a primeira fila antes do relógio marcar a abertura regular do acesso e da afluência habitual.
O município proíbe a reserva do areal com objetos deixados sem presença do utilizador, de noite e ao amanhecer. As operações intensificam-se aos fins de semana, quando a pressão de banhistas e visitantes dispara de forma notória. A regra pretende garantir equidade e prevenir conflitos desnecessários.
Muitos residentes aplaudiram a autuação e pedem mão mais firme contra quem se julga dono do litoral. “Cansei de ver parcelas vazias, marcadas com cordas como se fossem de alguém”, diz Marta Figueiredo, moradora em Portimão. “Há quem se comporte como proprietário, e as famílias acabam empurradas para trás”, acrescenta Vítor Luz, comerciante de Lagos.
H2: Regras, usos e zonas cinzentas
Outros temem uma aplicação cega que penalize atos de bom senso. E se uma família deixa uma cadeira por poucos minutos para ir buscar água ou almoçar ali ao lado? A fronteira entre abuso e rotatividade legítima pode tornar-se difusa sem explicação clara e sinalética visível.
Os habituais defensores do “levantar cedo” alegam que não fazem mal a ninguém e que apenas garantem a sua “melhor vista”. Recordam que já existem concessões com espreguiçadeiras pagas e que o resto do areal devia manter alguma flexibilidade. Ainda assim, o domínio público marítimo não é passível de apropriação, e a lei protege o acesso universal.
A pressão turística traz números recorde e multiplica fricções no verão. Mais pessoas significam mais disputas, mais ruído e mais gestos que, somados, levam à sensação de “praia privatizada”. Daí a importância de regras transparentes, comunicação prévia e fiscalização coerente.
H2: Lembretes para aproveitar a praia sem “lugares marcados”
A fiscalização incide nos objetos deixados para guardar espaço sem uso efetivo, como cordas, chapéus-de-sol e cadeiras em linhas vazias. Os agentes atuam logo ao alvorecer, com especial foco em sábados e domingos. O objetivo é impedir a privatização rampante de um bem que é comum.
Para reduzir conflitos e melhorar a convivência, ajudam pequenos gestos:
- Respeitar horários de acesso definidos pela autarquia.
- Evitar deixar objetos sem presença prolongada no areal.
- Ler sinalética e avisos em línguas várias, junto a acessos e passadiços.
- Manter corredores livres para passagem e entrada de emergência.
- Usar o bom senso: rotatividade, cortesia e atenção aos vizinhos.
“Quando todos entendem a regra, os conflitos caem e a praia volta a ser de todos”, afirma um elemento da Autoridade Marítima, sublinhando que a prevenção vale mais do que a coima. O esclarecimento constante evita mal-entendidos e poupa a temporada de descanso a discussões desnecessárias no areal.
H2: Preservar o acesso ao mar depende de gestos responsáveis
O caso ilustra um dilema familiar ao longo da costa portuguesa: como equilibrar lazer, comércio e civismo num espaço limitado e muito cobiçado. A lei protege o caráter público do areal, lembrando que ninguém pode vedar a vista nem bloquear a circulação com “ilhas” de acessórios.
Basta um pouco de disciplina para evitar sanções e manter o clima sereno. Chegar mais cedo não dá direito de posse, e um chapéu-de-sol não é escritura de propriedade. O mar e a praia são de todos, e o verão corre melhor quando prevalece a partilha.
Os dois turistas autuados em Portimão funcionam agora como alerta para residentes e visitantes. Marcar território com cordas pode render fotografias “bonitas”, mas rende também coimas pesadas e, pior, frustra a convivência coletiva. Com regras claras, fiscalização proporcional e atitudes responsáveis, a praia deixa de ser arena de disputas e volta a ser o lugar simples onde cabem o sol, o sal e a boa educação.

Uma vergonha em Armacao de pera onde tenho casa é um escandalo as 6 h vão colocam chapéus aos 6 para a familia toda e depois vão mercado e ficam pela esplanada,quando lhes apetece descem à praia , é Vergonhoso mas vergonha e respeito pelos outros nao existe
E que vão á praia de armação de pêra.
É uma vergonha das maiores vergonhas.
Os velhos,deixam acampamentosontados,vão almoçar e depois vem.
E
Deixam o ligar marcado.
Das maiores vergonhas,nunca visto.
Os turistas estão certos… Deus não fêz o mundo para vender.
Deus não fez o mundo para vender? Que quer isso dizer?
Façam como eu, arranco tudo e mando pra cima das rochas pra eles aprenderem!
Bravo, Polícia Portuguesa!!! Muito bem!!! Não fosse a vossa ação justa e atempada, o nosso país ficaria ainda mais, a república das bananas que já é, graças aos nossos governantes maçons, que são coniventes e até impulsionam e favorecem as injustiças e múltiplos abusos de nacionais e, sobretudo nestes últimos anos, de estrangeiros, neste país à beira mar plantado! Muito bem, Polícia portuguesa!!!
AFINAL QUEM É DONO DA PRAIA?
PRAIA NÃO TEM E NEM DEVE TER DONO
E os concessionários, que ocupam maior extensão e também não podemos por guarda sois a frente… Ninguém fala
Só quero ver a polícia multar em Armação de pêra que é uma vergonha
Deus não fez o mundo para vender? Que quer isso dizer?