Novos Indicadores de Qualidade nos Aeroportos Portugueses: O Que Muda para os Passageiros
A Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) aprovou, após meses de avaliação e consulta pública, um novo conjunto de indicadores de qualidade para os principais aeroportos portugueses. As mudanças, que entram em vigor a partir de setembro de 2026, visam melhorar a precisão da medição de tempos de espera e, consequentemente, aumentar a eficiência e a experiência dos passageiros.
Quais Áreas São Afetadas?
O novo regime introduz quatro alterações fundamentais:
• Medição de tempos de espera na inspeção de segurança: Antes, os tempos eram calculados de forma geral. Agora, serão tomadas medidas em pontos específicos de chegada, verificação de identidade e inspeção de bagagem de mão, garantindo dados mais realistas.
• Método de retenção de bagagem: A ANAC exigirá que os aeroportos registrem o tempo real desde o check-in até a entrega na esteira. Antes, os tempos estimados eram baseados em amostras estimadas.
• Monitorização contínua das operações: Além das pontuais pontuais, será implementado um sistema de monitoramento constante de fluxos de passageiros, permitindo identificar e corrigir gargalos em tempo real.
• Supervisão regulatória mais rigorosa: A ANAC terá acesso direto aos sistemas de dados dos aeroportos, podendo auditar processos e importar avaliações se os padrões não forem cumpridos.
Quais Aeroportos São Afetados?
As novas normas aplicam-se a todos os novos aeroportos nacionais administrados pela ANA — incluindo Lisboa, Porto, Faro, Madeira, Ponta Delgada, Terceira, Horta, Flores e Portimão.
Um Processo Controverso
Apesar da aprovação final, o processo de consulta pública terminou sem consenso entre operadores e sindicatos. Muitos argumentaram que os novos padrões são muito rigorosos e custosos para serem implementados, especialmente em aeroportos menores. Contudo, a ANAC defende que a transparência é essencial para reconstruir a confiança dos passageiros.
O Que Isto Significa Para Si, Como Viajante?
Para os residentes em Portugal que utilizam aeroportos com frequência, estas mudanças são significativas:
• Menos surpresas: os tempos anunciados serão mais próximos da realidade.
• Menos tempo perdido: com precisão mais precisa, os aeroportos serão solicitados para a melhoria dos processos.
• Mais responsabilidade: as autoridades agora têm poder para exigir melhorias imediatas.
Embora as alterações só entrem em vigor em 2026, a ANAC começa a divulgar dados piloto já este ano. Os viajantes podem começar a comparar os tempos reais em aeroportos como Lisboa e Porto — e esperar que esses tempos caiam significativamente nos próximos anos.
