No coração da Serra da Lousã, a pequena aldeia do Talasnal viu a sua população multiplicar-se por quatro numa única jornada. Com cerca de 50 moradores, a localidade recebeu mais de 200 visitantes para a sua festa anual, transformando becos e lajes num palco de convívio genuíno. Entre a ribeira fresca e os muros de xisto, o ambiente foi de alegria contagiante do primeiro ao último acorde.
Uma equipa incansável
A organização contou com uma dezena de voluntários que montaram palcos, tendas e bancas desde as primeiras horas, sem perder o sorriso e a paciência. Mesmo com algumas borrifadas de chuva, a enchente não esmoreceu e o público circulou entre tasquinhas e exposições com evidente boa disposição. “As pessoas vivem num mundo complicado e precisam de convivência”, resumiu a autarca local, Rita Cardoso, presidente da junta.
Clássicos, mercado e música
Um dos chamarizes foi o encontro de carros clássicos, que trouxe viaturas reluzentes e históricas de vários pontos do centro do país. De ano para ano, chegam mais proprietários, mais curiosos e mais fotógrafos, criando um desfile de memórias sobre quatro rodas. Ao lado, o mercado artesanal e agroalimentar juntou produtores da região com queijos, mel, enchidos e cerâmica de assinatura.
O boca-a-boca tem funcionado notavelmente, alimentando uma rede de amizades e expectativas que só cresce a cada edição. “Vemos caras novas misturadas com rostos familiares, e isso é sinal de que a aldeia está viva”, explicou a autarca, entre risos e abraços. A aposta em programação acessível e em logística simples tem sido uma receita de sucesso evidente.
Como foi o dia
Três concertos do grupo Swin’Gum de Coimbra animaram o largo e aqueceram a plateia com swing, baladas e arranjos de voz bem-humorados. Entre músicas, ouviam-se gargalhadas, copos a tilintar e passos miúdos a correr pelas escadas da aldeia. A mistura de dinamismo, simplicidade e autenticidade criou um clima de festa difícil de igualar.
“Vi famílias inteiras, dos avos aos netos, a dançar sem pressas e com uma alegria que já não se vê todos os dias”, disse João Barroso, músico e produtor de um dos palcos. Para muitos, foi uma oportunidade de desligar do ecrã e de abrandar o ritmo, com o horizonte verde da serra por companhia constante.
Impacto para a aldeia
A restauração local esgotou petiscos e bebidas logo a meio da tarde, sinal do impacto direto na pequena economia do lugar. Alojamentos próximos ficaram lotados, com reservas feitas com semanas de antecedência por quem não queria perder a festa. Vários artesãos relataram boas vendas e encomendas para os próximos meses, graças ao interesse de um público curioso e participativo.
Para os residentes, a jornada foi um regresso à proximidade e ao orgulho comunitário. “Isto dá-nos energia para manter as tradições e cuidar da aldeia”, apontou Maria Lopes, moradora e anfitriã de uma banca de broas. O município saudou a iniciativa e prometeu reforço de apoios logísticos no próximo ano.
Organização que faz a diferença
A gestão do fluxo de pessoas correu sem sobressaltos graças a medidas simples e eficazes. Houve sinalética clara, pontos de água e um pequeno plano de mobilidade para evitar engarrafamentos. Além disso, a programação foi desenhada para todas as idades, equilibrando propostas para famílias, curiosos e entusiastas de clássicos.
Destaques logísticos que ajudaram o evento a brilhar:
- Shuttle de ligação entre Lousã e Talasnal, com horários regulares.
- Ponto de reciclagem e copos reutilizáveis nas zonas de restauração.
- Oficinas infantis de percussão e pintura com materiais naturais.
- Reforço de equipas de segurança e apoio de primeiros socorros.
Olhar em frente
Com a adesão deste ano, a organização já estuda novas parcerias com associações culturais e escolas de música. Querem manter a escala familiar, mas melhorar o acolhimento e a acessibilidade para quem chega de fora. O objetivo é preservar a alma do Talasnal, sem perder o toque de modernidade que atrai públicos diversos.
No final do dia, a aldeia voltou ao silêncio bom do campo, com o eco das canções a pairar entre castanheiros e telhados de xisto. Ficou a certeza de que o convívio é um bem comum que vale a pena cultivar, com generosidade e mãos unidas. E ficou, também, a vontade de regressar, quando a serra voltar a chamar para mais uma edição.

Aldeia da serra da Lousã no Alentejo? O vírus do primeiro ministro em relação ao rio Mondego nascer em Espanha está afectar muitos cérebros deste país.
O governo deve ter publicado um novo mapa de Portugal
Eu pensava e tenho a certeza que a serra da Lousã fica situada nas beira Baixa e pertence ao distrito de Coimbra,e depois diz o jornalista que a aldeia do Tanasmal fica no Alentejo,bolas puxaram as províncias com uma corda? é triste nem conhecem mas escrevem e falam do que não sabem
Dede e ter sido por causa das inundações, e Transval veio na enxurrada e foi para ao Alentejo!😆
Não sabia que a Lousã, tinha para o Alentejo, será que foi com as tempestades?
E pena não resolverem a parte de estacionamento não existe da parte de cima da serra do talasnal deveriam cortar a serra e fazerem estacionamento
É triste ter-se jornalista e não conhecer o país onde vive.
Ele nem para vender jornais serve.
Se é para gozar com os alentejanos é melhor escolher outra região
Cultiva-te
É o Talasnal no Alentejo e Monsaraz na Lousã 🤦🏻
Imagine dizer que Cantanha fica no Tombali …
Alentejo? Hummm… essa geografia…
Lousã? Alentejo? Oh mau… Pelos vistos a coisa anda mesmo má no que diz respeito ao plano curricular da escolaridade obrigatória. Há revisão destes artigos antes de serem publicados?
Santa ignorância.
Então a Lousã é no Alentejo?
Aos “colunistas”deste desconhecimento aconselho a frequentar as escolas do plano centenário.
Desde quando a Lousã desceu a sul até ao Alentejo?
Vamos lá a estudar o maoa de Portugal
Santa ignorancia. Qualquer “Burro” no Alentejo faria não faria pior.
O Talasnal fica no distrito de COIMBRA
Não no Alentejo
Alentejo?
O unico comentário possível é de tristeza e solidariedade com os pobres guineenses. Se o nivel de preparação do embaixador é este – o homem não tem noção mínima da geografia do país em que representa o seu… – podemos adivinhar o nível daqueles que têm o poder nesse pobre país, martirizado pelo domínio de escroques que têm instrumentos e conivências para manterem o poder
Sinceramente. Mas não há quem reveja as notícias antes de serem publicadas? Ou são revistas e tem todos de ir para o ensino básico aprender onde ficam as serras e os rios portugueses? Já agora o rio Sado dever ter subido para as Beiras e o Mondego para o Alentejo?
Há tempos estive em Portalegre na Beira Alta na Festa das Cebolas, também recebeu muita gente.
Já há uns tempos atrás aconteceu o mesmo no Algarve… em Mangualde.