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A construção arranca em 2025: eis como vai ficar este incrível projeto em Portugal

Uma travessia estratégica sobre o Mondego para ligar bairros e mobilidades

A partir de 2025, Coimbra vai ganhar um novo ponte sobre o Mondego, pensada para ligar de forma mais fluida Santa Clara à frente ribeirinha da Baixa. O anúncio foi confirmado pela Câmara Municipal, que sublinha a necessidade de responder ao crescimento de mobilidade associado ao Metro Mondego e à requalificação do Parque Verde. O objetivo é claro: tornar as deslocações mais rápidas, mais seguras e mais confortáveis para todos os utilizadores.

Os pontes existentes — Santa Clara e Rainha Santa Isabel — sofrem hoje com congestionamento nas horas de ponta e apresentam descontinuidades nas ciclovias. O novo atravessamento pretende diluir os fluxos e criar um corredor fiável para o transporte coletivo, sem esquecer quem se desloca a ou de bicicleta.

Como será o desenho e quem vai circular

O novo ponte terá um desenho de arco “bow‑string”, uma solução de engenharia elegante e eficiente que maximiza a leveza visual e a durabilidade da estrutura. A opção favorece vãos mais livres, reduzindo apoios no leito do rio e criando uma silhueta contemporânea e harmoniosa com a paisagem do Mondego. A estética será sóbria, com guardas transparentes para ampliar vistas sobre o Parque Verde.

A circulação ficará claramente hierarquizada, separando modos para reforçar a segurança e a regularidade do serviço público:

  • BRT (autocarro de alto nível de serviço) em duas vias dedicadas e prioridade nos cruzamentos
  • Automóveis em uma via unidirecional para diluir o tráfego pelas várias travessias
  • Peões e ciclistas em passeios e ciclovias segregadas e de largura generosa

Para quem prefere caminhar junto ao rio, o percurso ribeirinho do Parque Verde será mantido, permitindo a passagem sob o novo tabuleiro com continuidade e conforto.

Calendário, obra e impacto na cidade

O concurso e os trabalhos de implantação arrancam no final de 2025, com conclusão prevista para meados de 2027. A calendarização evita interferir com os principais eventos da cidade e inclui fases noturnas para reduzir o ruído e a afetação ao trânsito. O investimento totaliza cerca de 19 milhões de euros, financiados pela Câmara e por fundos de cofinanciamento comunitário.

Nos acessos, o entroncamento junto ao Parque Verde será totalmente reconfigurado para melhorar as viragens, a travessia de peões e a integração com as novas ciclovias. A sinalização inteligente e a gestão semafórica com prioridade ao BRT permitirão reduzir tempos de viagem e emissões de CO2.

“Este é um projeto de ponte para todos: dá prioridade ao transporte público, protege quem anda a e de bicicleta, e organiza melhor o tráfego automóvel”, afirmou a vereadora da Mobilidade, reforçando que a obra “vai coser a cidade ao rio, com mais qualidade urbana”.

Respostas às dúvidas dos moradores

Desde o início, a autarquia tem promovido sessões de esclarecimento para responder a dúvidas sobre usos, desenho e calendário. Muitos residentes pediram um visual mais minimalista; o modelo bow‑string cumpre esse desejo, conjugando linhas limpas com robustez estrutural. Haverá também barreiras acústicas discretas e iluminação LED eficiente, reduzindo o encandeamento e melhorando a segurança noturna.

Para mitigar impactos temporários, a obra prevê passagens pedonais provisórias, manutenção de acessos a comércios e comunicação em tempo real sobre desvios. O objetivo é garantir uma convivência serena entre o estaleiro e a vida diária.

Voici à quoi va ressembler le futur pont sur la Deûle : il sera du type
Exemplo de ponte “bow‑string” semelhante ao modelo escolhido. © Métropole europeia de Lille

Benefícios esperados para a economia e para o ambiente

Com a prioridade ao BRT, espera‑se um aumento da pontualidade e uma redução significativa do uso do automóvel nas ligações diárias. Isso traduz‑se em menos emissões, mais ar limpo e ganhos de tempo para quem depende do transporte público. O comércio local deverá sentir um incremento de movimento, fruto de acessos mais diretos e previsíveis.

Do ponto de vista paisagístico, o desenho de arco cria um novo miradouro sobre o Mondego, valorizando o passeio à beira‑rio. A integração de árvores nos acessos, materiais de menor manutenção e soluções de drenagem sustentável vão reforçar o caráter verde da margem.

O que muda no quotidiano a partir de 2027

Concluída a obra, Coimbra ganhará uma ligação adicional que distribui melhor os fluxos entre margens. Para muitos, o novo percurso será a rota mais rápida para atravessar o Mondego, enquanto peões e ciclistas terão um corredor seguro e contínuo. O resultado esperado é uma cidade mais conectada, com mobilidade mais justa e um rio mais presente no dia a dia.

Entre 2025 e 2027, a palavra de ordem será acompanhar e participar: a Câmara manterá canais de escuta, para que a nova ponte nasça, desde o primeiro minuto, como símbolo de consenso e de futuro partilhado.

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