A 138ª edição da peregrinação marial de Popenguine começou neste sábado, 23 de maio. Milhares de fiéis cristãos vão, durante 3 dias, convergir para a cidade religiosa para rezar e agradecer a Maria e ao Senhor.
A peregrinação marial de Popenguine, evento de grande envergadura muito aguardado pelos fiéis católicos do Senegal, começa neste sábado, 23 de maio, e terminará na segunda-feira, 25 de maio de 2026. Será há 138 anos que os católicos do Senegal e da sub-região (Mali, Gâmbia, Guiné-Bissau e a República da Guiné) se reúnem em Popenguine a cada festa de Pentecostes para rezar e prestar homenagem à Virgem Maria. De fato, a primeira peregrinação ocorreu em Popenguine em 22 de maio de 1888, sob a direção de Mgr Picarda, um bispo francês. Naquela época, na falta de meios de transporte, os fiéis católicos deslocavam-se para Popenguine de canoa ou a pé. Segundo Yves Kassoka, presidente da comissão de comunicação da peregrinação marial de Popenguine, mais de 150.000 peregrinos são esperados na cidade religiosa. O tema deste ano é: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.”
A poucas horas do início deste evento religioso, a cidade mudou de rosto. Ela se enfeitou com seus melhores trajes, pronta para acolher os milhares de fiéis. Os primeiros sinais da grande fervor popular são visíveis em toda parte: tendas sendo montadas, barreiras de segurança, comércios improvisados e movimentos incessantes das forças de defesa e segurança, já visíveis em vários pontos estratégicos da cidade. Os controles e a orientação dos veículos já marcam o ritmo do tráfego em alguns setores. Para acessar áreas próximas ao local principal, os veículos devem agora possuir credenciais de passagem. Uma medida destinada a facilitar a circulação e a prevenir engarrafamentos durante os grandes ajuntamentos esperados durante o fim de semana. A atividade econômica também se instala pouco a pouco ao redor do local da peregrinação. Pape Guillé Samb, vindo de Dakar, vende objetos de piedade como terços, incenso, correntes com cruzes, entre outros. Com sua equipe, ele está plenamente envolvido na montagem de seu estande.
“Estamos aqui desde quarta-feira. Estamos a fazer as derradeiras finalizações aguardando a chegada dos peregrinos”, informa ele, acrescentando que já tem mais de dez anos vindo a Popenguine e que, a cada edição, ele se entusiasma. “Espero que este ano seja igual”, pede ele. A poucos passos de distância, Kiné Niang e suas duas filhas, vindas de Touba, já montaram sua barraquinha e estão a preparar o jantar. No cardápio: mbakhalou Saloum. Ao contrário de Pape Guillé Samb, é a primeira vez que Kiné Niang vem vender em Popenguine. “Disseram-nos que é um evento em que as vendas de comida costumam ter bom desempenho e eu vim tentar minha sorte. Por enquanto, ainda não há grande afluência, mas começamos a vender aos poucos”, diz ela, esperando que os próximos dias sejam mais frutíferos.
Eugène Kaly e Aliou Diouf, enviados especiais a Popenguine
