A estação ferroviária de Braga enfrenta um novo surto de vandalismo que tem deixado utilizadores e autoridades em choque. Nos últimos meses, a infraestrutura sofreu danos repetidos, obrigando a sucessivas reparações avaliadas em 20.300 €. O impacto vai além dos números: afeta o serviço diário, impõe custos à comunidade e mina a confiança de quem depende do transporte público.
Impacto nas finanças públicas
A reposição de equipamentos danificados consome recursos que pertencem a todos os cidadãos. A estação, modernizada há cerca de dois anos, exigiu um investimento público e parcerias que agora veem parte do seu esforço canalizado para reparar o que foi destruído. O montante de 20.300 € cobre substituições urgentes e intervenções técnicas, mas não inclui perdas indiretas, como interrupções ou atrasos.
“Os transportes são um bem público e devem ser respeitados; cada euro gasto a reparar podia ser investido em melhores serviços”, afirmou uma fonte municipal, sublinhando o peso desta realidade nas contas locais.
Serviço ao passageiro prejudicado
Os atos de vandalismo traduziram-se em piores condições de acolhimento. Casas de banho sem funcionamento pleno, salas de espera com equipamentos inutilizados e informação ao público comprometida afetam quem utiliza a estação diariamente. Para quem viaja cedo ou chega tarde, o fecho mais cedo de algumas áreas tem sido particularmente penoso.
As quebras na qualidade de serviço esbatem o trabalho feito para tornar a estação mais acessível, confortável e segura. E quando a perceção de insegurança cresce, também cresce a tentação de abandonar o comboio, prejudicando a mobilidade sustentável da cidade.
O que foi destruído
Os serviços de manutenção listaram os pontos mais críticos, com danos repetidos e de elevado custo:
- Lavabos e sifões arrancados nas casas de banho
- Paredes com buracos e revestimentos danificados
- Ecrãs de informação vandalizados e fora de serviço
- Extintores partidos e suportes dobrados
- Portas forçadas e fechaduras inutilizadas
- Lixeiras viradas e vidros partidos
Cada ocorrência implica equipas, peças e horas de trabalho, somando despesas que acabam por recair nos contribuintes.
Medidas urgentes e prevenção
Perante a recorrência de incidentes, a gestão da estação ajustou horários e reforçou a segurança. A sala de espera passou a encerrar às 21h, e o sistema de videovigilância foi melhorado, com mais cobertura e melhor iluminação. A presença de vigilantes em horas críticas está a ser avaliada, tal como novas fechaduras e materiais mais resistentes a impactos.
As autoridades locais estudam parcerias com escolas e associações, para campanhas de sensibilização junto dos mais jovens. A prevenção social, combinada com medidas técnicas, é vista como a única resposta duradoura a um problema que não se resolve só com reparações.
Custos, prazos e frustrações
A fatura de 20.300 € cobre peças e mão de obra, mas o custo real é superior quando se contam interrupções de serviço e a necessidade de mobilizar equipas fora de horas. Em algumas áreas, o restauro não pode ser imediato, para não perturbar operações e garantir a segurança de utilizadores e funcionários.
Há frustração entre quem trabalha na estação, que vê esforços diários serem anulados por atos gratuitos. Há também desânimo entre os passageiros, sobretudo quem depende do comboio para estudar ou trabalhar e precisa de informação fiável e instalações limpas.
Responsabilidade coletiva e próximos passos
Os transportes públicos são um pilar da coesão urbana e do combate às emissões. A sua proteção é uma responsabilidade partilhada, que começa no respeito pelo espaço comum e continua com denúncia de incidentes, colaboração com as autoridades e participação em ações de cidadania.
As entidades envolvidas prometem continuar a investir na estação e a reforçar a prevenção, mas deixam um apelo claro: sem respeito, não há política pública que chegue. O objetivo é devolver aos utilizadores uma estação onde seja fácil circular, obter informação e aguardar por um comboio sem medo de encontrar equipamentos partidos.
Em Braga, como em qualquer cidade portuguesa, a estação é um símbolo do que se pode alcançar quando a comunidade se une para proteger um bem de todos. Manter portas abertas, serviços fiáveis e espaços acolhedores depende de uma cultura de respeito. E isso, mais do que um custo de 20.300 €, é um investimento em civilidade que não se pode adiar.

Como é possível que aconteça uma situação desta magnitude sem que ninguém dê por isso? Se apanharem esses energumenos irá acontecer-lhes alguma coisa para além da censura pública?
Ao menos mostrem-nos para podermos ver que tipo de anormais temos em presença.