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Tragédia choca Portugal: três jovens mulheres entre os 25 e os 35 anos morrem em violenta colisão frontal; mãe e bebé ficam feridos

Um choque devastador em Coimbra

Um acidente de enorme violência abalou a freguesia de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, no concelho de Coimbra, após uma colisão frontal entre dois veículos numa estrada municipal. Três mulheres, com idades entre os 25 e 35 anos, perderam a vida no local, deixando a comunidade em choque e a família em profundo luto. No segundo carro seguiam uma mãe e o seu bebé, que sofreram ferimentos ligeiros e foram rapidamente assistidos no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Segundo os primeiros indícios, o veículo onde seguiam as três vítimas terá invadido a via contrária à saída de uma curva, embatendo de frente no carro onde seguiram a mãe e a criança. Um terceiro veículo, uma furgoneta, tentou evitar o choque, desviando-se bruscamente e acabando num fosso, contra uma árvore. O condutor saiu ileso, mas ficou em estado de grande choque.

Socorro imediato e feridos

Os Bombeiros Voluntários de Coimbra, apoiados por equipas do INEM, acorreram ao local com vários meios de emergência. Apesar dos esforços de reanimação, as três ocupantes do primeiro veículo foram dadas como mortas ainda na estrada. A mãe e o bebé foram estabilizados e transportados ao CHUC, apresentando ferimentos considerados ligeiros e sem perigo de vida.

“Foi um cenário de grande violência, com danos muito significativos nos veículos”, descreveu um responsável dos Bombeiros, destacando que a rapidez no socorro “foi crucial para proteger a criança e garantir a segurança dos demais automobilistas”.

As autoridades encerraram a via durante várias horas, para permitir as manobras de desencarceramento e as diligências de perícia. Técnicos de psicologia de emergência prestaram apoio aos familiares e aos condutores envolvidos, face ao impacto emocional do sinistro.

Investigação em curso

O Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação da GNR abriu um inquérito para apurar as causas exatas do choque. De acordo com as primeiras perícias, tudo aponta para um desvio súbito de trajetória à saída de uma curva, hipótese que agora será cruzada com testemunhos, análise de marcas de travagem e avaliação do estado do piso. Não estão excluídas possibilidades como fadiga, distração ao volante ou velocidade inadequada ao traçado da via.

Foram realizados testes de alcoolemia e recolhidas amostras para eventuais exames toxicológicos, cujos resultados ainda não foram divulgados. A GNR apela a eventuais testemunhas para que contactem o posto local, de modo a reforçar a reconstituição do acidente com o maior rigor possível.

Comunidade em luto

A freguesia acordou em silêncio, com mensagens de condolências a multiplicarem-se nas redes sociais e nas páginas da Junta. Vizinhos descrevem as vítimas como jovens trabalhadoras, amigas e familiares dedicadas, e pedem mais atenção ao volante naquela zona sinuosa. A ANSR lembra que as colisões frontais continuam entre os sinistros mais mortais, sobretudo em estradas secundárias com traçado apertado e pouca margem de erro.

Regras que podem salvar vidas

  • Reduza a velocidade antes das curvas, adaptando-a à visibilidade e ao tráfego.
  • Mantenha a atenção total, evitando telemóvel e outras distrações.
  • Guarde uma distância de segurança que permita travagem progressiva.
  • Se estiver cansado, pare numa área segura e faça uma pausa curta.
  • Evite manobras de risco, como ultrapassar em locais de visibilidade limitada.

As autoridades reforçam que a prudência diária é a melhor ferramenta para evitar tragédias como esta, que deixa famílias destroçadas e uma comunidade à procura de respostas. A investigação prossegue, e espera-se que as conclusões ajudem a prevenir novas ocorrências na mesma via e noutras estradas do país. Enquanto isso, fica o apelo simples e urgente: conduzir com responsabilidade salva vidas.

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