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Pânico no Metro de Lisboa: 3 mulheres com ferimentos ligeiros em ataque com arma branca; agressor com ordem de expulsão detido

No Metro de Lisboa, três mulheres sofreram ferimentos ligeiros provocados por arma branca, na tarde de sexta‑feira, em estações do centro da cidade. O suspeito, em situação irregular e alvo de uma ordem de saída do território, foi localizado horas depois e detido pela PSP na área metropolitana. As vítimas receberam assistência imediata e não correm perigo de vida.

Ataques sucessivos em estações centrais

Segundo fonte do Metropolitano de Lisboa, as agressões ocorreram em sequência, entre as 16h15 e as 16h45, em três pontos da rede: Baixa‑Chiado, Restauradores e Marquês de Pombal. Em cada local, o homem aproximou‑se discretamente, desferiu um golpe rápido com uma faca de pequenas dimensões e afastou‑se entre a multidão. As operações de segurança foram ativadas de imediato e as equipas no terreno prestaram auxílio às vítimas.

Testemunhas descrevem momentos de grande sobressalto no cais, com passageiros a recuar e a procurar as saídas mais próximas. “Vi uma mulher a agarrar a perna, muito pálida, e um segurança a chamar por socorro; tudo aconteceu em segundos”, relatou um utilizador que seguia na Linha Azul.

Identificação por videovigilância e geolocalização

O presumível autor, um homem de 25 anos, foi identificado através das câmaras de videovigilância do Metro e dos registos de validação de títulos de transporte. De acordo com fonte policial, o cruzamento dessas imagens com dados de telemóvel permitiu a geolocalização do suspeito ao final da tarde, já fora do centro, na zona de Loures. A detenção ocorreu às 18h55, num dispositivo que envolveu elementos da PSP e equipas de investigação criminal, sem resistência e sem feridos adicionais.

As autoridades adiantam que o indivíduo já era conhecido por ilícitos contra o património e comportamentos sob influência de estupefacientes. Em julho, tinha recebido uma ordem de saída do território nacional e ficado sujeito a medidas de residência e apresentação periódica. O incumprimento dessas obrigações originou um mandado de detenção, agora cumprido.

Vítimas assistidas e fora de perigo

Duas vítimas foram transportadas para o Hospital de São José e a terceira deslocou‑se pelos seus próprios meios ao Hospital de Santa Maria. Todas apresentavam cortes superficiais, maioritariamente nos membros inferiores, e sinais de choque emocional. A informação clínica aponta para ferimentos ligeiros, sem risco para a vida. Equipa de apoio psicológico do Metropolitano acompanhou familiares e testemunhas.

O cais de Restauradores esteve parcialmente interdito durante cerca de 20 minutos para recolha de indícios e higienização do local, com circulação condicionada mas sem interrupção prolongada do serviço.

Reforço de segurança e investigação em curso

O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP reforçou as patrulhas nas estações mais movimentadas e destacou equipas caninas e de intervenção rápida nas horas de maior afluência. O processo‑crime, por suspeita de tentativa de homicídio qualificado e ofensas à integridade física com arma, foi remetido ao Ministério Público com diligências sob segredo de justiça.

Fonte oficial do Metropolitano sublinha que o sistema de videoproteção e a cooperação com a PSP foram “determinantes para uma resposta celerada”. Do lado governamental, o Ministério da Administração Interna garantiu que as medidas de remoção de estrangeiros em situação irregular com registo de perturbações da ordem pública “serão aplicadas com maior prioridade”.

“Combinámos tecnologia e conhecimento do terreno para neutralizar rapidamente a ameaça”, afirmou um responsável da PSP, acrescentando: “A presença visível e dissuasora vai manter‑se nas próximas semanas.”

Contexto e prevenção para os utilizadores

A aproximação das festividades de fim de ano tem levado as autoridades a recomendar “vigilância máxima” em grandes concentrações e nos transportes. Em Lisboa, a rede do Metro transporta centenas de milhares de pessoas por dia, com picos assinaláveis em zonas turísticas e de conexão entre linhas.

Para os passageiros, as recomendações são simples e práticas:

  • Manter os pertences junto ao corpo e evitar distrações com o telemóvel.
  • Reportar de imediato comportamentos suspeitos aos vigilantes ou à PSP.
  • Evitar formar aglomerados nas portas e deixar livres as escadas.
  • Em situação de pânico, seguir a sinalização de evacuação e acatar as instruções do pessoal.
  • Utilizar, sempre que possível, as zonas mais iluminadas e com presença de segurança.

Impacto e respostas da cidade

A Câmara Municipal de Lisboa manifestou “solidariedade” com as vítimas e pediu “redenho e calma” aos utilizadores do Metro. O município articula com a Administração Interna a expansão de circuitos de videovigilância legalmente autorizados em áreas de grande afluxo. Organizações de passageiros pediram mais agentes uniformizados e campanhas de sensibilização.

Especialistas em segurança urbana destacam que ataques de oportunidade com arma branca são, por natureza, difíceis de prever, mas a redução de tempos de resposta e a compartimentação de cais e acessos diminuem o potencial de escalada. O caso de Lisboa, sublinham, demonstra a importância de uma arquitetura de dados que combine operações no terreno com análise em tempo real.

Enquanto o suspeito aguarda primeiro interrogatório judicial, as vítimas recuperam com apoio psicológico e cuidados ambulatórios. A rede do Metro opera com normalidade, agora com presença policial mais visível e ações pontuais de fiscalização. A cidade segue o seu ritmo, atenta mas determinada a manter os seus espaços públicos abertos e seguros.

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