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Lisboa em choque: camião-cisterna carregado de gás tomba e provoca explosão devastadora — três mortos e 67 feridos graves

Uma violenta explosão de um camião-cisterna de gás sacudiu esta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, o bairro de Marvila, em Lisboa. O acidente causou três mortos e 67 feridos, vários em estado grave, confirmaram a Câmara Municipal de Lisboa e o INEM. Testemunhas relataram pessoas a correr em chamas, num cenário de pânico e destruição.

Feridos com queimaduras de 2.º e 3.º grau

Entre os feridos, pelo menos 19 sofrem de queimaduras de 2.º e 3.º grau, segundo fonte hospitalar. Várias vítimas foram encaminhadas para o Hospital de São José e para o Santa Maria, onde equipas especializadas em queimados montaram respostas de emergência.

O INEM mobilizou múltiplas ambulâncias e viaturas de suporte avançado, reforçadas por equipas de psicologia de crise. A Proteção Civil montou um perímetro de segurança e evacuou edifícios adjacentes, receando novas deflagrações.

Investigação em curso

O Ministério Público abriu um inquérito para apurar as causas do acidente, que ocorreu perto de um viaduto na zona oriental de Lisboa. Os primeiros indícios apontam que o camião, com capacidade para cerca de 50 000 litros, se terá despistado e capotado.

Autoridades investigam se a viatura estava devidamente certificada para o transporte de matérias perigosas e se cumpria o regime ADR. A empresa responsável será notificada para apresentar documentação e registos de manutenção.

Imagens que chocam

Vídeos partilhados nas redes sociais mostram o instante da detonação, com uma bola de fogo visível a grande distância. Em várias imagens vê-se uma mulher com um bebé ao colo, com queimaduras no rosto e nos braços.

Outras sequências captaram dois homens com a roupa parcialmente carbonizada, sendo assistidos por populares. Uma multidão surge a correr, entre gritos de alarme e sirenes, enquanto chovem destroços.

50 000 litros de gás

“O cenário que encontramos foi de rápida escalada, com línguas de fogo que ameaçavam edifícios vizinhos”, afirmou Tiago Lopes, comandante dos Sapadores Bombeiros de Lisboa. Segundo o responsável, o camião-cisterna, carregado com perto de 50 000 litros de gás, ficou imobilizado de lado após o capotamento.

As equipas combateram as chamas com linhas de água e espuma, reduzindo o risco de novas ignições. A presença de vapores inflamáveis obrigou ao corte de vias e ao controlo rigoroso de fontes de ignição.

Carros queimados e transportes afetados

No local, várias viaturas ficaram totalmente ardidas, incluindo um camião de transporte e dezenas de carros. Outras sofreram pneus derretidos e vidros estilhaçados com a onda de choque.

A nuvem de fumo denso afetou linhas de autocarro próximas e condicionou a circulação ferroviária na zona de Braço de Prata. A PSP montou desvios e assegurou corredores de emergência para as equipas no terreno.

O que se sabe até agora

Mortos: três vítimas confirmadas, com identificação em curso.
Feridos: 67 pessoas assistidas, 19 com queimaduras graves.
Viaturas: cerca de 28 veículos danificados.
Causa: camião-cisterna de gás capotado; investigação aberta.
Risco: perímetro de segurança e monitorização de vapores.

Testemunhos e resposta das autoridades

“Vi pessoas a arder a sair dos carros, a pedir ajuda, foi aterrador”, contou Maria Ferreira, moradora de Marvila. “Houve uma explosão enorme e depois só fumo e gritos.”

A Câmara de Lisboa manifestou “solidariedade” com as vítimas e anunciou apoio às famílias afetadas. O Governo garantiu reforço de meios e acompanhamento clínico aos feridos mais graves.

Normas de segurança em causa

O incidente relança o debate sobre o cumprimento das normas de transporte de perigosos em meio urbano. Especialistas lembram a exigência de planos de contingência e formação de motoristas, bem como a fiscalização de rotas.

As entidades reguladoras ponderam rever protocolos e apertar inspeções em corredores críticos. Em causa podem estar procedimentos operacionais, qualidade de manutenção e certificações.

Impacto na comunidade

Além das perdas humanas, moradores relatam danos em lojas e casas, com fachadas chamuscadas e janelas partidas. Equipas municipais iniciaram vistorias técnicas e garantem apoio habitacional temporário a deslocados.

A noite trouxe alguma calma, mas o cheiro a gás persistiu na zona durante horas, vigiada por equipas de deteção. Técnicos especializados procederam a medições de segurança antes de permitir o regresso de residentes.

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