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Apagão massivo no centro de Évora: comércio e parques de estacionamento encerrados — tudo o que já sabemos

Na madrugada deste sábado, 13 de setembro, um apagão deixou o centro de Coimbra às escuras e obrigou ao encerramento temporário de lojas e parques de estacionamento. Segundo a E-Redes, a falha ficou a dever‑se a cabos enterrados com defeito que alimentam a Baixa. As equipas de manutenção atuaram desde as primeiras horas, com a energia a ser reposta por volta das 12h30. Até então, muitos comerciantes foram impedidos de abrir, sobretudo por causa das portas elétricas e dos sistemas de alarme.

O que aconteceu durante a madrugada

O incidente terá ocorrido por volta das 02h00, quando dois cabos subterrâneos que alimentam a Baixa sofreram uma avaria. O cabo principal sobreaqueceu e ficou carbonizado, comprometendo o cabo de reserva e provocando a falha em cadeia. De imediato, sistemas de alarme entraram em erro e acionaram alertas em várias lojas da Rua Ferreira Borges e da Praça 8 de Maio. Com as grades elétricas sem alimentação, muitos responsáveis não conseguiram aceder aos seus estabelecimentos ao romper da manhã.

As bancas do mercado e o parque subterrâneo encerrados devido à falha elétrica.
Midi Libre – ALEXIS BETHUNE

Consequências para comércio e mobilidade

Sem iluminação pública, a circulação a pé tornou‑se mais lenta e cautelosa nas primeiras horas. As câmaras frigoríficas em cafés, talhos e mercearias ficaram paradas, abrindo a porta a perdas de produtos frescos. A Polícia Municipal esteve no terreno para vedar acessos ao parque subterrâneo do mercado D. Pedro V e para orientar condutores. Foi também relatada a paragem de terminais POS, o que impossibilitou pagamentos eletrónicos em várias lojas.

“Assim que cheguei, percebi que a loja estava bloqueada e os produtos no frio sem energia; tivemos de improvisar para salvar o que pudemos”, conta Ana Moura, comerciante na Rua Ferreira Borges. Segundo a vendedora, a afluência de clientes ficou “muito aquém do normal” durante a manhã.

Intervenção da E-Redes e reposição do serviço

A E-Redes isolou o troço defeituoso e montou equipas na Rua João de Ruão e no Largo da Portagem para localizar com precisão o ponto de falha. Técnicos abriram valas e realizaram testes de isolamento, num esforço para minimizar a área afetada. A prioridade foi garantir segurança e repor a energia de forma estável, sem riscos de novas oscilações. O fornecimento foi restabelecido gradualmente, com normalização completa perto das 12h30.

Em nota sucinta, a E-Redes indicou que “a substituição dos cabos danificados será feita ainda hoje, com monitorização reforçada ao longo do fim de semana”. A empresa agradeceu a colaboração das autoridades e a compreensão dos consumidores afetados.

Zonas e serviços mais atingidos

  • Baixa de Coimbra e artérias adjacentes da Praça 8 de Maio e Largo da Portagem
  • Rua Ferreira Borges, Rua Visconde da Luz e áreas próximas do Mercado D. Pedro V
  • Parque de estacionamento subterrâneo do mercado e parte da rede de iluminação pública
  • Pequeno comércio alimentar com câmaras frigoríficas e equipamentos de refrigeração
  • Terminais de pagamento eletrónico e portas/grades elétricas de lojas

Impacto económico imediato

Para muitos lojas, a manhã de sábado representa uma fatia importante da faturação semanal. Ao ficarem de portas fechadas, cafés e mercearias perderam vendas de turnover rápido, desde pastelaria a produtos frescos. Alguns comerciantes estimam perdas “moderadas a elevadas”, dependendo da duração de paragem das câmaras de frio. A Associação Comercial de Coimbra prepara um levantamento rápido para avaliar indemnizações ou apoios.

Como prevenir novas falhas

Especialistas ouvidos localmente defendem uma renovação faseada de cabos subterrâneos antigos e inspeções com termografia. A E-Redes deverá reforçar a redundância em troços críticos e acelerar manutenção preventiva em corredores de alta densidade. Para o comércio, recomenda‑se rever planos de contingência e garantir acessos manuais a portas automáticas.

Entre as medidas mais úteis, destacam‑se:

  • Ter um sistema de UPS para manter POS e iluminação mínima por algumas horas
  • Manter chave de desbloqueio manual das grades elétricas visível e acessível
  • Monitorizar temperaturas dos equipamentos de frio com alertas por SMS
  • Rever apólices de seguro quanto a quebras de frio e interrupções de atividade
  • Atualizar contactos com a E-Redes e Proteção Civil para comunicações rápidas

Próximos passos

Com a energia já normalizada, o centro de Coimbra retoma gradualmente a sua rotina. Equipas técnicas permanecem no terreno para concluir a substituição dos cabos e verificar possíveis danos colaterais em armários de rua. A autarquia pediu um relatório técnico detalhado para avaliar investimentos urgentes em infraestrutura. A prioridade, sublinham autoridades, é garantir um fornecimento mais resiliente e reduzir impactos em momentos de maior movimento.

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